sábado, 31 de agosto de 2013

PB: Passageiros enfrentam problemas nos terminais rodoviários

Os problemas enfrentados pelos passageiros que usam os terminais rodoviários de João Pessoa e de Campina Grande foram mostrados na edição desta quarta-feira (28) no Bom Dia Paraíba no quadro 'Giro PB'. A matéria registrou uma série de problemas que dificultam a vida de quem usa cotidianamente estes espaços, mas também experiências que estão dando certo.

Os problemas começam em João Pessoa. No Terminal Rodoviário Severino Camelo, na capital, o piso das 32 plataformas cede e gera desconforto para os passageiros, que apontam também problemas de infraestrutura do local, como banheiros inadequados e a falta de segurança.

Já no Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo, em Campina Grande, os passageiros encontram uma estrutura ampla, com banheiros, lanchonetes, benefícios que foram trazidos pelas constantes reformas feitas nos últimos dois anos.

Em Patos, no Sertão do estado, a situação é de improviso, conforme a reportagem exibida pelo Bom Dia Paraíba. O que deveria ser um shopping virou terminal e já começa a ter a estrutura do estacionamento danificada, além de outros problemas. Em Pombal, a reforma do terminal rodoviário ainda não acabou, gerando transtornos para moradores e passageiros.

O Terminal Rodoviário de João Pessoa foi construído na década de 80 no Centro antigo da cidade, em uma área de mangue, que teve de ser aterrada para que o terminal fosse erguido. Na atualidade, é possível perceber nas plataformas de embarque e desembarque que o terreno cede com facilidade.

O peso dos ônibus que circulam todos os dias agrava a situação. O motorista Armando Paulino não tem dúvidas ao afirmar a principal dificuldade causada pelo problema. “O pior é para entrar na plataforma, que não cabe o carro por causa da altura das plataformas, e tem de ter uma pessoa na frente para guiar o carro porque se o pneu pegar na ponta da plataforma é danificado”, disse. “Para sair, o ônibus balança tanto que até assusta os passageiros”, completou.

Em João Pessoa: O Terminal Rodoviário de João Pessoa tem 32 plataformas, dois portões de embarques e um de desembarque, que também apresenta outros problemas, como relatam os passageiros. “Deixa um pouco a desejar com relação à estrutura, à segurança, os banheiros não são de boa qualidade, sempre deixam aquela mau cheiro, aquela coisa horrível”, afirmou o balconista Ranulfo Duarte.

“Era necessário uma sala onde pudéssemos esperar o próximo carro. Às vezes chegamos com pelo menos meia hora de antecedência e ficamos perambulando porque as poltronas não são confortáveis, não tem nada que nos distraia nesse período”, completou.

Em dias normais, aproximadamente 7 mil passageiros embarcam e desembarcam no terminal da capital paraibana. Em dias de maior movimentação, como feriados e fins de semana, o número sobe para 9 mil. Quem usa constantemente o espaço, expressa o desejo por melhorias. “Essa aparência precisa melhorar, os banheiros também, a maioria deles está quebrada. Nós pagamos tão caro a taxa de embarque, então por que não investir em melhorias?”, questionou a professora Iolanda Sousa.

No banheiro masculino, há problemas no estado de conservação, mas a reportagem observou que a limpeza é mantida. Outra reclamação, sobretudo da parte dos comerciantes, diz respeito à falta de segurança, já que muitas lojas que ficam na parte superior do terminal já foram assaltadas, segundo relatos dos próprios comerciantes. Quem trabalha no espaço, vive apreensivo, como é o caso de Maria Monteiro. A vendedora tem de fechar as lojas mais cedo com medo do que possa acontecer.

“Tenho medo dos assaltos. Tenho os compromissos para pagar, mas a venda é fraca porque o povo tem medo de vir para cá por conta da insegurança. O povo vive assombrado. Eles assaltam nos guichês de passagem”, declarou.

Atualmente, de acordo com a administração do terminal rodoviário, a segurança é feita pela Polícia Militar e por um empresa privada. De acordo com a diretora de transportes do Departamento de Estrada de Rodagem da Paraíba (DER-PB), Nilza Magalhães, trabalhos de melhoria são feitos constantemente. Há seis meses foi realizada uma obra para ampliar o setor de policiamento e melhorar a visão dos policiais.

Em Campina Grande: No Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo, em Campina Grande, passam todos os dias cerca de três mil passageiros, entre embarques e desembarques. São oferecidos destinos para qualquer um dos 26 estados do país, mais o Distrito Federal. Diferente da situação encontrada em João Pessoa, os passageiros de Campina Grande encontram uma estrutura ampla, com banheiros, lanchonetes, lojas de conveniência e televisores espalhados por toda a parte.
"O terminal está bem estruturado, os terminais limpos e os pontos comerciais nos atenderam muito bem”, afirmou o turista de Roraima, James Nascimento. De acordo com a reportagem, boa parte dos benefícios é fruto das reformas ao longo dos últimos dois anos.

Comodidade é outro aspecto encontrado na estação. Quem deseja se deslocar da rodoviária para qualquer outro ponto da cidade tem a opção de pegar um ônibus que fica dentro do terminal ou também ir de mototáxi ou táxi. São 45 automóveis cadastrados e regularizados na Superintendência de Transporte Público (STTP). Quanto à segurança há dois postos policiais: um da Polícia Militar e outro da Polícia Civil, além de um reforço de uma empresa de segurança privada.

Em Patos: Em Patos, Sertão do estado, a situação é de improviso. O que deveria ser um shopping, virou rodoviária e o estacionamento já começa a ter a estrutura danificada, além de outros problemas. Os serviços rodoviários são oferecidos à população no Rodo Shopping. O local mal passou a funcionar e já há várias reclamações sobre a estrutura. Por falta de iluminação externa, a reportagem mostrou que os riscos de acidentes são constantes. Há cerca de dez dias, um ônibus tentava realizar uma manobra de ré e bateu em um poste. O equipamento caiu e danificou toda a estrutura da grade de proteção.

As plataformas, que têm menos de cinco anos de uso, já cederam com o peso dos ônibus. O pátio está sendo refeito, mas as máquinas que fazem o serviço danificaram os fios e toda a parte externa da rodoviária ficou sem energia. De acordo com o DER, houve um erro na pista dos ônibus e por isso, o serviço está atrasado.

“De primeira mão, nós tínhamos quinze dias. Porém, não foi possível porque faltou ainda o resultado do material. Acredito que com oito dias, o problema seja solucionado”, afirmou Gilberto Ferreira da Silva, representante do órgão.

Em Pombal: Em Pombal, também no Sertão da Paraíba, já foram gastos mais de R$ 240 mil para a reforma da rodoviária, que ainda não ficou pronta. A reportagem constatou que a obra está na metade, gerando insatisfação da população. A reforma da estação de Pombal teve início em junho de 2011 e tinha um prazo de seis meses para ser concluída, segundo um contrato firmado entre a prefeitura da cidade e a construtora responsável.

A professora Luci Marques se diz indignada com a situação. “Eu sou moradora, fico em frenta [à rodoviária] e durante esse tempo inalamos odores de urina. É horrível. Nós só escutamos as pessoas comentando, desgostosas com a situação”, disse.

Segundo os moradores, a obra ficou parada. A prova disso é o mato em volta, entulhos e os banheiros improvisados, utilizados pelos comerciantes dos boxes e passageiros. Por causa do atraso, a cidade de Pombal entrou na Justiça e cancelou o contrato de R$ 242 mil com a construtora. De acordo com a prefeita da cidade, a previsão é de que a obra fique pronta dentro de um ano.

“É mais um ano para a empresa entregar. Mas hoje ela não representa mais transtornos para a população. Na verdade, a rodoviária é um equipamento de passagem, que beneficia não apenas a cidade, mas outros municípios também. O que tinha problemas eram os banheiros, mas já estão funcionando”, afirmou a prefeita Pollyana Dutra.

Fonte: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário