domingo, 27 de novembro de 2016

Volvo amplia linha de ônibus articulados

Os ônibus tanto rodoviários como urbanos têm transportado cada vez mais passageiros que contam com gratuidades totais e parciais. Além disso, os custos de operação, segundo os empresários, têm aumentado por diversos motivos, entre eles, a falta de prioridade no espaço urbano que faz com que os ônibus fiquem presos no trânsito e não consigam realizar o número adequado de viagens, o preço do óleo diesel e a pressão do custo da mão de obra.

Como não dá para ficar esperando do poder público políticas que financiem de forma satisfatória os transportes, inclusive, garantindo os direitos de gratuidade sem onerar passageiros e empresários, o jeito é encontrar soluções na redução dos custos e no aumento da produtividade de cada veículo.

Nessa linha, as duas principais montadoras que expuseram produtos na FetransRio disseram que um dos caminhos para isso é ampliar o tamanho e, consequentemente, a capacidade dos ônibus tanto rodoviários como urbanos.


Em relação aos urbanos, a Volvo apresentou um biarticulado de 30 metros de comprimento com capacidade para 300 passageiros e um articulado de 22 metros que pode atender a 210 pessoas e a Mercedes-Benz mostrou uma nova versão do superarticulado para 223 passageiros, com 23 metros de comprimento.

No segmento de rodoviários, o destaque foi para o veículo de 15 metros de dois andares que pode receber até 60 passageiros. Uma nova configuração interna da fabricante de carrocerias Marcopolo pode ampliar essa capacidade para 72 passageiros. O chassi exposto era da Volvo, mas a Mercedes já adiantou que pretende investir neste mercado.

“O ônibus de 15 metros rodoviário é uma tendência interessante no setor. Hoje, por exemplo, as empresas rodoviárias já têm de ceder dois lugares gratuitos para idosos e o demais com 50% de desconto. Agora com o benefício para jovens de baixa renda, há também a obrigatoriedade nas linhas interestaduais de dois assentos gratuitos e outros com 50% de desconto. A nova configuração com elevador em vez de cadeira de transbordo para pessoas em cadeiras de rodas também vai tirar outros dois assentos. Enfim, será necessário ampliar a capacidade de atendimento dos ônibus para que eles recuperem os assentos para os passageiros pagantes. Inicialmente o ônibus de 15 metros será na linha 8X2 (quatro eixos), mas acreditamos que serão produzidos também num outro momento, ônibus rodoviários de 15 metros com um piso” –  disse o diretor de marketing vendas de ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, ao Diário do Transporte na feira.

“A gente acredita que cada vez mais os transportes terão de carregar mais passageiros para pagar a conta [das gratuidades e benefícios]. Por isso que a gente tem aumentado o tamanho dos veículos urbanos e rodoviários. O rodoviário de 15 metros já tem uma quantidade boa de interessados. O transporte precisa continuar com produtividade sem perder o conforto.” –  disse também ao Diário do Transporte,  o presidente da Volvo Bus Latin America, Fabiano Todeschini.

É claro que muitos de cara devem dizer que ônibus grande batendo lata dá prejuízo e que existem linhas em que são vistos biarticulados e superarticulados quase vazios nos horários de entrepico. Mas aí obviamente que não é só o produto. Junto com os ônibus deve entrar boa gestão.

No caso de urbanos os veículos de maior capacidade, por exemplo, podem ser utilizados para o reforço nos horários de pico. No caso dos rodoviários, a programação da viagem destes ônibus mais longos pode ser feita nos horários de maior procura.

O que os fabricantes empresários dizem é que o ônibus precisa voltar a ser eficiente. O produto é importante juntamente com políticas públicas e boa gestão, mas gestão e política pública sem produto também pode ser insuficiente.

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