domingo, 26 de março de 2017

Venda da Busscar é insuficiente para sanar dívida trabalhista, diz sindicato

A empresa Busscar foi vendida na tarde de quarta-feira (22) por R$ 67,15 milhões. Mas o preço do negócio não agradou aos trabalhadores que ainda têm dinheiro a receber. Segundo o sindicato dos mecânicos de Joinville, no Norte de Santa Catarina, o valor da venda é insuficiente para pagar todos os direitos pendentes dos ex-funcionários.

O contrato foi assinado por representantes da empresa Caio Induscar e da Justiça. A compradora, uma empresa de Botucatu, no interior de São Paulo, assumiu oficialmente a Busscar, que já foi líder nacional na fabricação de carrocerias de ônibus.

A falência da empresa de Joinville foi decretada pela Justiça em 2012 e deixou muitas pessoas desempregadas.  Ao longo do processo de recuperação judicial e de falência da Busscar, foram realizados quatro leilões na tentativa de vender a empresa, mas não houve interessados.

Conforme o sindicato dos trabalhadores, as dívidas trabalhistas ultrapassam R$ 250 milhões e 5.555 trabalhadores cobram na Justiça seus direitos.

"Não vai dar para pagar 100% dos trabalhadores. Então, infelizmente praticamente 3 mil trabalhadores ou mais estão cogitados a ficarem sem receber os seus direitos trabalhistas", diz Evangelista dos Santos, presidente sindicato dos mecânicos de Joinville.

Os ex-funcionários procuraram o sindicato em busca de informações. Márcelo Valério Kluck é um deles. Ele trabalhou quatro anos na empresa e ainda não recebeu nada.

“Eu acho justo que se conseguisse que todo mundo recebesse, pelo menos uma parte. Se todo mundo recebesse a sua parte, estava bom”, diz o ex-funcionário.

Novos empregos
A compradora Caio Induscar conta com mais de 3 mil funcionários e fabrica cerca de 40 carrocerias de ônibus por dia. Com a chegada a Joinville da nova empresa que deve produzir ônibus rodoviários, existe a expectativa de abertura de novas vagas de emprego. Porém, por enquanto, não há previsão para o início das contratações e nem para retomada da produção em Joinville.


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