quinta-feira, 6 de abril de 2017

Prefeitura abre envelopes da licitação de transportes nesta quinta

A Prefeitura do Natal abrirá nesta quinta-feira (06) os envelopes da licitação de transportes de Natal. A depender do resultado, a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) e o Seturn devem conversar a respeito do reajuste tarifário. O Sindicato das Empresas quer subir o valor da passagem para R$ 3,50 até 1º de maio. De acordo com Nilson Queiroga, consultor do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos do Município de Natal (Seturn), diz que o grupo empresarial que comanda o transporte de ônibus na capital está “esperançoso”.

“Na reunião do Conselho de Transportes a secretária (Elequicina Santos) estava bem calma e disse que vai esperar a abertura dos envelopes. Caso uma empresa se apresente e ganhe a licitação, disse que o problema está resolvido. Caso não vai convocar uma reunião extraordinária para tratar da tarifa”, relatou o consultor. Na primeira abertura de envelopes, a licitação deu deserta, ou seja, nenhuma empresa se apresentou para concorrr à prestação do serviço como concessionária.

O NOVO procurou a STTU para saber se a pasta tem data para dar um parecer sobre o requerimento enviado pelo STTU em janeiro, que solicita o reajuste. Através da assessoria de comunicação, a Secretaria informou que “a STTU aguarda a abertura das propostas do edital de licitação que será dia 06, não temos previsão de quando concluiremos o estudo”.

O documento que está sendo analisado pelos servidores da Secretaria de Mobilidade solicita um reajuste da tarifa atual de R$ 2,90 para R$ 3,40. No entanto, ontem o Sindicato das Empresas pediu um reajuste da proposta de reajuste. Os empresários querem que a passagem cobrada pelo transporte de ônibus em Natal seja R$ 3,50.

A justificativa do Seturn é que a nova majoração corrige o reajuste dos meses que se passaram, visto que foi em 31 d janeiro que o Sindicato encaminhou à Secretaria de Mobilidade Urbana a papelada para a análise da proposição de reajuste.

O novo ofício foi protocolado ontem na STTU, solicitando a ampliação do pleito de reajuste tarifário devido à proximidade da data base de motorista e cobradores para o dia 1º de maio e a inflação de janeiro, fevereiro e março. O consultor Nilson Queiroga diz não há como o Seturn “suportar” a tarifa sem reajustamento, e enfatiza que o valor cobrado em Natal é o menor dentre todas as capitais brasileiras e inferior à maioria dos municípios brasileiros com transporte coletivo instituído.

“O Seturn inclusive anexou relatório fornecido pela NTU - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, atualizado em 03.04.2017, com a composição das tarifas nas principais cidades brasileiras. Sem contar que em Natal, o transporte urbano de passageiros não possuí subsídio de ISS e ICMS sobre o óleo diesel, muito comum nas grandes cidades e capitais brasileiras, para baratear a tarifa”, diz a nota enviada pelo sindicato das Empresas à imprensa através de sua assessoria de comunicação.

No meio dessas decisões, está o usuário, que aguarda o resultado e espera também por melhorias no sistema atual.


A universitária Allana Azevedo, por exemplo, diz achar injusto o preço. “Acho um absurdo a gente pagar esse preço de passagem em uma cidade pequena igual a Natal, onde os trajetos mais longos são curtos comparados às cidades grandes”, argumenta. “Sei que as passagens são mais caras também nas cidades maiores, mas acho que a diferença de preço não é tão grande quanto à diferença de trajeto/trânsito. Se for fazer uma relação acho que saímos perdendo fácil”, emenda. A universitária reclama ainda que há algumas áreas de Natal que ficam descoberta pelas linhas de ônibus. “Quase sempre tenho que pegar dois ou três ônibus pros lugares. A integração (sistema de bilhetagem) ajuda bastante com isso, mas são poucas linhas e poucos ônibus”, opina.

O universitário Lennon Souza também reclama da precariedade do transporte. Para ele, não se vê melhoria ano após ano. “Todos os anos aumentam com promessas de melhorias, melhorias que até hoje ninguém viu. Fora as condições de viagem, sempre cheios em horários de pico, houve várias uniões de linhas”, critica.

Fonte: Novo

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