quarta-feira, 12 de abril de 2017

SP: 'Precisamos remunerar efetivamente quem trabalha', diz Doria sobre fim da função de cobrador

Foto: Reprodução/TV Globo
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (10) que vai acabar com a função de cobrador nos ônibus municipais até o fim de seu mandato, em 2020. Segundo ele, a Prefeitura precisa pagar "efetivamente quem trabalha".

De acordo com Doria, a Prefeitura gasta mais de R$ 300 milhões por ano com o serviço de cobrador, sendo que apenas 6% dos usuários de ônibus da capital pagam a tarifa com dinheiro. Os 94% restantes utilizam o Bilhete Único, que não exige a presença de um profissional nas catracas.

"Não há porquê você gerar uma demanda por 6%. E isso vem caindo. Mês a mês vem tendo frações de queda. Isso não é moderno. Isso não é eficiente. Nós precisamos remunerar efetivamente quem trabalha", disse o prefeito em entrevista concedida na sede da Prefeitura, no Centro.

Para Doria, o investimento da Prefeitura com os cobradores já "não faz sentido". Segundo ele, o dinheiro que hoje é destinado aos profissionais pode ser investido em mais tecnologia e modernidade para o transporte público.

O tucano garante, no entanto, que a profissão vai chegar ao fim na capital sem gerar desemprego: os cobradores serão capacitados para atuar nas mesmas empresas em que estão atualmente, só que como motoristas ou em funções administrativas. O acordo para evitar demissões em massa foi selado diretamente com as concessionárias.

"Zero desemprego. Esse foi o compromisso e eu tenho certeza absoluta de que as concessionárias vão cumprir. Não serão doidas de descumprir, sendo que o principal cliente que elas têm é a Prefeitura", afirmou Doria, que deu sua palavra como garantia de emprego aos cobradores. "E a minha palavra vale", acrescentou.

O fim da função também não vai acontecer do dia para a noite, de acordo com o prefeito, mas de forma gradual: "Nós não vamos retirar os cobradores dos ônibus de imediato. Isso será feito ao longo de quatro anos, até o final do nosso mandato".

Fonte: G1

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