terça-feira, 9 de maio de 2017

Marcopolo registra crescimento de 29,5% de receita líquida no primeiro trimestre

A Marcopolo divulgou nesta segunda-feira, 8 de maio de 2017, o resultado do desempenho financeiro do grupo no primeiro trimestre deste ano.

Segundo o balanço, entre janeiro e março deste ano, houve crescimento de 29,5% na receita líquida em comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 554,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra R$ 428,3 milhões obtidos no primeiro trimestre de 2016.

O mercado externo puxou o bom desempenho. Segundo a Marcopolo, o “resultado reflete o forte trabalho que a empresa vem realizando, especialmente desde o final de 2015, para conquistar mercados no exterior, com a ampliação das exportações em 107,1% e das receitas de suas operações no exterior em 46,3%.”

A empresa ainda informou que o aumento da receita líquida consolidada tem como principais motivos “ o maior faturamento nas exportações e nas operações internacionais, que apresentaram o aumento de 75,9% e 107,9%, respectivamente, no volume de unidades físicas, e representaram 73% da receita total realizada pela Marcopolo no primeiro trimestre de 2017.  A receita líquida também foi impactada positivamente em R$ 84,9 milhões pela consolidação da Neobus.”

De acordo com o diretor de Relações com Investidores e de Controladoria e Finanças da Marcopolo, José Antonio Valiati, em nota, o desempenho da Neobus somente passou a ser incluído no balanço da Marcopolo no segundo semestre de 2016, a partir de agosto. “Mesmo assim, sem a consolidação, a receita líquida da Marcopolo foi 9,7% superior em relação ao primeiro trimestre de 2016”.



PRODUÇÃO TAMBÉM AUMENTA:

A produção de ônibus pela Marcopolo também cresceu nos três primeiros meses deste ano: foram feitas 1349 carrocerias no Brasil, com volume 29,4% maior que nos três primeiros meses de 2016. Já no exterior, foram feitas 616 carrocerias de ônibus, o que significa volume 113,9% maior do que o produzido no mesmo período de 2016.

Apesar do crescimento, a Marcopolo diz ter a consciência de que o país ainda enfrenta dificuldades e que o volume ainda é abaixo do registrado historicamente nesse período.

Apesar de ter dado sinais de início de retomada, o mercado brasileiro de ônibus apresentou, no trimestre, volumes ainda abaixo dos níveis históricos e normais de produção, o que impediu um melhor desempenho. A produção total brasileira foi 33,5% inferior à do 1T16, com 1.366 unidades contra as 2.055 unidades produzidas no mesmo período do ano passado”, salienta Valiati.

PARTICIPAÇÃO NO MERCADO CRESCEU:

Em seu balanço, a Marcopolo também divulgou que sua participação no mercado de carrocerias no Brasil cresceu, somando todos os tipos de ônibus, entre rodoviários, urbanos e micros.  A Marcopolo juntamente com a Neobus respondeu neste primeiro trimestre por uma fatia de 46,8%. No primeiro trimestre do ano passado, a participação foi de 32,2%.

No segmento de rodoviários, o grupo da Marcopolo obteve 68,2% de participação no mercado no primeiro trimestre deste ano, resultado 16 pontos percentuais maior que no primeiro trimestre de 2016. Já no segmento de micro-ônibus, o aumento foi de 35,9% para 52%, o resultado é explicado pela incorporação da Neobus.

LUCRO LÍQUIDO CAI:

No entanto, nem tudo são boas notícias já que o país ainda tem enfrentado dificuldades.

De acordo com a Marcopolo, o lucro líquido caiu 63,6% na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado. Neste ano, o lucro líquido foi de R$ 3,2 milhões e, no primeiro trimestre de 2016, foi de R$ 8,8 milhões.

Os motivos, de acordo com a Marcopolo, foram situação da economia brasileira, a redução de dias de faturamento por causa de férias coletivas, valorização do real frente ao dólar afetando as margens de exportações, a consolidação da compra Neobus e o que foi gasto para pagar as rescisões decorrentes das demissões.

“O desempenho ainda fraco do mercado interno brasileiro tem prejudicado o desempenho dos resultados consolidados. O lucro bruto do 1T17 atingiu R$ 61,0 milhões, com margem de 11,0%, contra R$ 56,2 milhões e margem de 13,1% no 1T16. A margem bruta foi pressionada pela redução de dias de faturamento, decorrente das férias coletivas em janeiro e março, bem como pela valorização do real frente ao dólar americano, que afetou as margens na exportação. O resultado bruto também foi afetado pela consolidação da Neobus, pelo mix mais leve de produtos destinados ao mercado interno brasileiro e pela provisão com rescisões decorrente de reestruturação interna da companhia. Com isso, o lucro líquido foi de R$ 3,2 milhões, 63,6% inferior aos R$ 8,8 milhões registrados no 1T16.” – explica a nota.

DIFERENÇAS:

A receita líquida, que teve alta, se refere às vendas totais já descontadas devoluções, impostos e custos de operações.

Já o lucro líquido, que registrou queda, é a diferença entre toda a receita e todos os custos e gastos.

O lucro líquido é assim o total de rendimentos menos as despesas, como os custos de produção, depreciação, bancários, publicidade, etc.

APOSTA PARA 2017:

A Marcopolo aposta que 2017 feche com números positivos. O setor de rodoviários deve puxar o bom desempenho:

O mercado de ônibus no Brasil já mostra sinais de recuperação. As perspectivas de demanda, tanto no mercado interno como no mercado externo, indicam retomada nas vendas, especialmente no segmento de rodoviários. A regulamentação de acessibilidade, vigente a partir do próximo mês de julho, e a obrigatoriedade de redução da idade média da frota nas linhas interestaduais e internacionais afetará positivamente o segmento.

 No segmento de urbanos, a queda no primeiro trimestre demonstra que a demanda segue pressionada, especialmente devido às incertezas relacionadas aos reajustes das tarifas e indefinições acerca de processos licitatórios para renovação de concessões.

 No mercado externo, a demanda continua forte e as exportações permanecem aquecidas em todos os segmentos, o que deverá contribuir para o desempenho da companhia. As unidades externas, com ampliação de seus negócios, confirmam a expectativa de crescimento, com destaque para a controlada Polomex, localizada no México.

De acordo com a perspectiva da Marcopolo, o setor de ônibus urbanos ainda deve sentir as instabilidades políticas, principalmente em relação a tarifas e licitações. O Reforta 17, programa do Governo Federal, para renovação de ônibus urbanos não foi citado pelo comunicado da empresa.

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