sábado, 6 de maio de 2017

Produção de ônibus acumula queda de 5,4% e licenciamentos caem 29,2%, diz Anfavea

A produção de veículos comerciais pesados custa a reagir. A crise econômica ainda é sentida pelos frotistas, fabricantes e, consequentemente, pelos usuários de transporte coletivo, tanto urbano como rodoviário, que veem as renovações de frotas em ritmo ainda reduzido.

Além da crise econômica, dificuldades nos financiamentos, indefinições sobre tarifas e sobre as licitações em médios e grandes sistemas, ajudam a explicar um quadro que se arrasta desde 2013.

Balanço divulgado nesta sexta-feira, 5 de maio de 2017, pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores revela que a produção de ônibus entre janeiro e abril deste ano acumula queda de 5,4% em comparação ao mesmo período de 2016.

Nos quatro primeiros meses deste ano, foram produzidos 5605 chassis de ônibus ante 5924 de igual período do ano passado.

Ainda de acordo com a associação que reúne os fabricantes, a queda no segmento rodoviário é de 6% com a produção acumulada de 1491 chassis.

Já entre os ônibus urbanos, nem mesmo o Reforta 17, programa de financiamento de modelos para transporte urbano e metropolitano com recursos do FGTS, não tem sido suficiente até agora para criar uma tendência oposta.  A queda de produção é de 5,1% nesse período, com 4.114 chassis.

O ritmo de vendas é ainda mais prejudicado em relação ao da produção, o que, numa análise otimista, pode revelar um sinal de mudança paulatina, já que as vendas indicam o cenário até agora e a produção mostra uma tendência para os próximos meses no caso dos ônibus, isso porque a maior parte desses veículos é vendida sob encomenda.

Segundo a Anfavea, foram licenciados no acumulado deste ano 2570 ônibus novos no mercado interno, queda de 29,2% na comparação dos períodos entre janeiro e abril de 2017 e de 2016.

Nos quatro primeiros meses de 2016, foram licenciados 3.636 ônibus.

Em relação às marcas, o ranking de licenciamentos, levando em conta o período de janeiro a  abril mostra Mercedes-Benz em primeiro lugar, seguida de MAN e Iveco, a única que registrou crescimento

Mercedes-Benz: 1138 ônibus – queda de 38,3%

MAN – Volkswagen Caminhões & Ônibus: 498 ônibus – queda de 28,6%

Iveco: 356 ônibus – alta de 143,8%

Agrale: 356 ônibus – queda de 43,9%

Volvo: 132 ônibus – queda de 41,1%

Scania: 52 ônibus – queda de 38,1%

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