sábado, 29 de julho de 2017

Reino Unido segue a França e anuncia extinção de carros a combustão em 2040

À semelhança da França, que no início do mês afirmou a intenção de banir os carros a combustão no país em 2040, agora é o Reino Unido que anuncia medida idêntica. A decisão francesa foi revelada pelo ministro do Meio Ambiente do país, Nicolas Hulot.

O Reino Unido, ao lado de França e Alemanha, compõe a lista de países que receberam uma advertência da União Europeia pela má qualidade atmosférica.

Dados oficiais indicam que a contaminação do ar provoca a morte de mais de 40 mil pessoas por ano no Reino Unido, além de provocar uma epidemia de doenças respiratórias, sobretudo entre crianças.

Num programa da rádio BBC em Londres, o ministro do Meio Ambiente Michael Gove afirmou: "Não podemos continuar a usar automóveis movidos a diesel e gasolina, não só por causa dos problemas de saúde que causam, mas também porque suas emissões aceleram as mudanças climáticas e danificam nosso planeta e as gerações futuras".

As pressões por mudanças no meio ambiente vêm crescendo na Europa. No caso do Reino Unido, em 2016 uma demanda de uma organização de defesa do meio ambiente levou a Alta Corte de Londres a intimar o governo a fixar novos limites para as emissões de poluentes.

O plano do governo é investir 3 bilhões de libras esterlinas na melhoria da qualidade do ar. Desse total 225 milhões serão destinados a ajudar as cidades a limitar a contaminação do ar causada pelos automóveis, com ênfase nos motores a diesel, que emitem três vezes mais que a gasolina.

Nas palavras do ministro Michael Glove, isso pode significar "mudar ou adaptar a frota de ônibus", ou restringir a circulação em determinados setores urbanos, comentou Gove.

No caso dos ônibus, como já noticiamos aqui, Londres tem investido bastante na introdução de tecnologias mais limpas. A capital do Reino Unido está num processo de substituição dos ônibus convencionais por modelos híbridos – elétricos e a combustão -, como também por ônibus movidos exclusivamente à eletricidade.

O exemplo de inovação em transporte público mais limpo, no entanto, vai além da tecnologia. O programa de renovação funciona à base de subsídios provenientes de um fundo especial. O fundo é formado com recursos públicos, como, por exemplo, pelo famoso pedágio urbano de Londres, além de dinheiro proveniente da cobrança de taxas e multas por infrações ambientais.

O quanto vai de subsídio para cada tipo de veículo é função diretamente proporcional à quantidade de emissões de poluentes por ele emitido – quanto mais limpos são os ônibus, mais recursos eles recebem do governo.

PEDÁGIO CONTRA A POLUIÇÃO:

O atual prefeito de Londres, Sadiq Khan, já anunciou em abril a criação de uma zona de emissões ultra baixas (Ulez) a partir de 2019. O objetivo é limitar todos os veículos a diesel com mais de quatro anos e os carros a gasolina com mais de 13 anos. Os veículos precisarão pagar 12,5 libras para circular. Outra taxa, de 10 libras, entra em vigor a partir de outubro para os veículos fabricados antes de 2006 que queiram circular pelo centro da capital do Reino Unido.

O Sadiq Khan anunciou, em abril, a criação de uma zona de emissões ultra baixas (Ulez) a partir de 2019 em Londres, que limita todos os veículos a diesel com mais de quatro anos e os carros a gasolina com mais de 13 anos. Os veículos vão precisar pagar 12,5 libras para circular.

Outra taxa, de 10 libras, entra em vigor a partir de outubro para os veículos fabricados antes de 2006 que queiram circular pelo centro de Londres.

O ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, é contrário à criação de um pedágio específico. Gove afirmou que está disposto "a trabalhar com autoridades locais para determinar o melhor enfoque".

Diário do Transporte

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