domingo, 30 de julho de 2017

Transformação tecnológica acelerada exige mudanças na educação e nas empresas

O desenvolvimento acelerado das tecnologias impõe desafios expressivos para a educação e para o desenvolvimento profissional. Isso porque há uma tendência mundial – irreversível – de automação de muitas atividades. Com isso, os profissionais terão que desenvolver novas competências, além de estarem preparados para incorporar e tirar o máximo proveito das ferramentas que, pouco a pouco, são introduzidas no mercado. Esse foi o assunto do painel Tecnologias para Aprender na Velocidade das Mudanças, do Workshop Inovar, Capacitar, Avançar, que aconteceu na última semana. O evento,foi um dos projetos do Fórum de Inovação do Transporte, e ocorreu por meio de uma parceria com a Universidade de Stanford. 

“Você precisa perceber que certas atividades vão desaparecer, mas você pode fazer algo para transformar isso. Por exemplo, funcionários que entendem como obter soluções para problemas criando tecnologias sempre vão conseguir reconfigurar suas práticas, em vez de serem substituídos pela tecnologia”, diz o pesquisador Paulo Blikstein, da Escola de Pós-Graduação em Educação e diretor do Laboratório de Tecnologias de Aprendizagem Transformadoras da Universidade de Stanford.

Blikstein cita algumas competências que devem fazer a diferença para o futuro: design thinking (capacidade de saber ouvir o usuário, quem usa seu produto ou serviço, e ser excelente em criar soluções), coding (programação, para ter habilidade de, cada vez mais, automatizar o trabalho), rapid prototyping (criação de protótipos de novas ideias e produtos), comunicação complexa (habilidade de se comunicar com equipes complexas, operando com diferentes culturas). 

Mas não são apenas os profissionais que precisam estar preparados para enfrentar essas transformações. O sistema educacional e as empresas também devem estar atentos às mudanças. 

“Os países estão mudando os currículos escolares para ensinar novas habilidades pessoais. No Canadá, por exemplo, as crianças estão aprendendo design thinking, noções básicas de engenharia”, relata o pesquisador. “Espera-se que os estudantes consigam definir problemas, a partir da especificação de critérios e limitações, gerar e avaliar alternativas, testar protótipos e otimizar soluções.”

As empresas, por sua vez, têm o desafio de investir em educação corporativa, para prepararem os colaboradores para novas necessidades, além de se adaptarem para receber os futuros profissionais que chegarão ao mercado de trabalho. “A iniciativa privada tem que apoiar a inovação nas escolas, para que criem oportunidades de invenção. Esse é o funcionário que vão querer ter daqui a dez anos”. Em outra frente, o desafio diz respeito às atividades profissionais, a fim de que as competências sejam aplicadas no dia a dia profissional.

O Fórum de Inovação do Transporte foi uma iniciativa do Sistema CNT, que é coordenado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística), com projetos executados pelo SEST SENAT.

CNT

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