domingo, 27 de agosto de 2017

SP: Viação Santa Brígida testa tecnologia de resfriamento de motores que economiza 5% de diesel

Olhando de fora é simplesmente mais um ônibus dentre os vários que a Santa Brígida faz circular diariamente pelas ruas de São Paulo. Fabricado pela Mercedes-Benz, tecnologia Euro-3, estamos falando de um modelo O500-U.

Quando falamos com Jefferson Oliboni, gerente de manutenção da garagem Mangalot, na zona noroeste da capital, ele começa a listar o que este ônibus tem de diferente dos demais.

“Ele tem o motor mais silencioso, e quando encosta para a manutenção de rotina gastamos menos tempo com ele, cerca de umas 4 horas. Ele consome em média 4 a 5% menos combustível, e os profissionais que o dirigem relatam que além de mais macio, eles sentem que tem mais potência nas rodas”.

O que diferencia o ônibus prefixo 1 1324 dos demais do mesmo modelo está no sistema de arrefecimento do motor. Desde outubro de 2016 a Santa Brígida testa o veículo com um equipamento diferente dos demais, um retrofit desenvolvido pela Modine em parceria com a SPAL que substitui o sistema de arrefecimento convencional.

Diferentemente dos tradicionais sistemas de resfriamento do motor, a solução da Modine dispensa o uso da hélice do radiador, que normalmente é acionada diretamente pelo próprio motor do ônibus. A tecnologia representa uma carga de trabalho a menos. Menos trabalho para o motor, mais energia que pode ser utilizada para movimentar o veículo. Daí a sensação dos motoristas de que mais cavalos de potência estão disponíveis nas rodas.

O ganho de potência foi calculado após vários testes pelos engenheiros da Modine. Fernando Rodrigues, Gerente sênior de engenharia da empresa, relata que os testes realizados demonstraram este ganho. “Medimos a potência disponível no motor de um Mercedes modelo O500U, Euro 3, com o sistema de arrefecimento tradicional. E depois repetimos o teste no mesmo modelo, mas com o sistema Efan Modine/SPAL. O ganho de potência apurado foi de 21 CV”.


Quando o ônibus chegou à garagem, já com o retrofit, os mecânicos observaram que uma série de peças haviam sido retiradas do motor tradicional: a hélice e o suporte, com as polias e a correia, além da embreagem viscosa e a polia do motor. “O espaço do motor ficou bem mais livre”, conta Jefferson.

O resultado, segundo o gerente da manutenção da garagem, foi percebido quando o ônibus foi para sua primeira manutenção de rotina. “Como não precisamos desmontar todo o sistema de arrefecimento para limpar, ganhamos umas 4 horas”. A limpeza se resume a apertar um simples botão, que faz os ventiladores elétricos giraram em sentido oposto, em função reversa. O vídeo abaixo mostra a diferença nos dois motores: primeiro no ônibus com o retrofit, e depois no ônibus com o sistema convencional.

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