domingo, 3 de setembro de 2017

Emplacamentos de ônibus têm alta de 25% em agosto, mas acumulam queda de 5% no ano

O mercado de ônibus no Brasil começa a mostrar uma reação maior em relação à crise econômica brasileira e às situações conjunturais adversas próprias do setor, como a falta de linhas de financiamento com melhor acesso e as instabilidades na gestão dos transportes, sobretudo urbanos e metropolitanos.

Foto: Adamo Bazani

Dados da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores revelam que os emplacamentos de ônibus em agosto registram alta de 25,78% em relação a julho. No acumulado entre janeiro e agosto de 2017, porém, a queda é de 5,38%. Ocorre que desde 2013, o mercado de vem registrando quedas consecutivas, que somam em torno de 40% de perdas, por isso, apesar de ser um bom sinal, a recuperação mensal ainda não é motivo de comemoração intensa.

Entre janeiro e agosto de 2016, foram emplacados 10.330 ônibus e, no mesmo período de 2017, foram vendidos 9.774 ônibus.

Em agosto do ano passado, porém, o volume foi menor que em agosto deste ano. Foram 1.414 ônibus no oitavo mês de 2016 ante 1.844 deste ano, diferença de 30,41%.

Em julho deste ano, foram emplacados 1.466.

Em relação às marcas, a Mercedes-Benz continua liderando no acumulado do ano, com mais da metade de participação no mercado. A diferença entre MAN/Volkswagen e Mercedes-Benz diminui, mas ainda é grande.

A Marcopolo, que no balanço da Fenabave representa as vendas de miniônibus Volare, que já são comercializados montados, ocupa a terceira posição e, em quarto lugar, figura a Iveco.

Especializada em ônibus a partir de 17 toneladas, a Scania ultrapassou a Volvo, do mesmo segmento, ocupando a quinta posição. A Volvo está na sexta colocação do ranking, segundo a Fenabrave.

Por último, no sétimo lugar aparece a Agrale. Logo depois, existem veículos de parceiras, desenvolvimentos internacionais e projetos especiais de marcas diferentes.


Diário do Transporte

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