quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Alunos da Fatec de Osasco desenvolvem aplicativo que mostra o ônibus menos lotado para passageiros

Os transportes coletivos cada vez mais têm perdido passageiros e isso é grave sob vários aspectos: da mobilidade, já que o excesso de veículos particulares causa congestionamentos; o ambiental, pelo fato de o crescimento do número de veículos provocar poluição acima do tolerável; e social, porque as cidades acabam sendo planejadas para carros e não para pessoas.


Além dos problemas como falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano, que deixa os ônibus mais lentos e menos competitivos, e de uma tarifa justa, que diminua o preço das passagens para os usuários pagantes, há outros fatores que podem ser citados, como a inserção tardia do setor de transportes na era da informação.

É ilusão pensar que as pessoas deixarão seus carros confortáveis, com música, privacidade e ar-condicionado, por um ônibus lotado e sujo apenas pela “causa nobre” da mobilidade e do meio ambiente.

Além de contar com ônibus mais rápidos (são necessários mais corredores e faixas) e limpos (aí é com as empresas de ônibus mesmo), se o cidadão tiver mais informações precisas sobre os sistemas de transportes públicos e poder de escolha, os meios coletivos de deslocamento podem vir a se tornar mais interessantes de novo.

Neste sentido, um grupo de alunos da Fatec de Osasco, do curso de Redes de Computadores, desenvolveu um aplicativo que mostra aos passageiros, no celular, a lotação do ônibus que está se aproximando e a previsão do próximo veículo com sua respectiva ocupação.

Com isso, o passageiro poderá escolher se vale mais a pena deixar o ônibus passar e esperar o mais vazio que vem logo atrás.

Para isso, os ônibus serão equipados com sensores de contagem de passageiros nas portas. Um programa calcula o nível de ocupação subtraindo, em tempo real, a quantidade de pessoas que entram e saem do veículo.

Os dados são passados pelo GPS a uma central, informando ponto a ponto do trajeto do ônibus. Essas informações chegam aos passageiros pelo aplicativo do celular.

Os desenvolvedores são os estudantes William Avancini e Jessica Costa Cruz e o aplicativo faz parte do parte do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC sob orientação do professor Fábio Brussolo.

A ideia inicial é vender a tecnologia para aplicativos comerciais já estabelecidos no mercado, como Cittati, Moovit ou Google Maps.

Os dados estratégicos das empresas de ônibus serão preservados porque em vez de mostrar a quantidade de passageiros, o aplicativo vai informar o percentual de ocupação do ônibus em cada ponto, divididos da seguinte forma:

Bandeira Verde: Ocupação de até 40%

Bandeira Amarela: de 40,1% a 90% de ocupação

Bandeira Vermelha: de 90,1% a 100% de lotação

Os equipamentos podem ser carregados por energia solar, sem consumir a energia gerada pela bateria dos ônibus.

No ABC Paulista, um sistema semelhante está sendo testado em veículo da empresa Metra, que opera ônibus e trólebus no Corredor ABD. A tecnologia também foi desenvolvida por jovens estudantes que participaram da 1ª Hackatona Metropolitana da EMTU e Metra. A ideia recebeu um prêmio internacional na Suíça.

Diário do Transporte

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