domingo, 8 de outubro de 2017

Carros voadores, a nova aposta da indústria

Divulgação
Nesta semana o noticiário da mobilidade urbana foi discretamente invadido por várias notícias sobre veículos voadores, a nova promessa da indústria para resolver os desafios do transporte nas cidades. 

Na Suíça, a empresa Passenger Drone anunciou os testes finais de um drone autônomo, com capacidade para até dois passageiros, que pode voar a 80 km/h graças a seus 16 motores elétricos alimentados por baterias. 


Em Dubai, na última segunda-feira (25) o Príncipe Sheikh Hamdan bin Mohammed experimentou um vôo de cinco minutos em um veículo autônono da companhia alemã Volocopter (ligada à Daimler) e anunciou que pretende implantar o primeiro serviço de táxis autônomos voadores do mundo, em data ainda não definida. 

E meses atrás, a gigante Airbus divulgou seu projeto PopUp, um carro elétrico autônomo que se converte em um drone para transporte de passageiros. Desenhado em parceria com a italiana Italdesign, o projeto foi apresentado no início do ano no 87º International Motor Show, em Genebra. 

Há ainda o projeto holandês PAL-V e o Flyer, da startup americana Kitty Hawnk, uma espécie de moto voadora com quatro motores elétricos e capacidade para apenas uma pessoa, todos em etapas de vôos exprimentais. 

Mas, além dos veículos para passageiros, várias companhias mundiais já estão utilizando drones para entregas de produtos, como a DHL, a Amazon e a Alibaba em parceria com a Shangai-YTO Express Logistics.  


Embora experimentais, as ações apontam a tendência de ocupar o espaço aéreo das cidades com esses novos veículos que, segundo seus fabricantes, sãoseguros, silenciosos, não emitem poluentes, evitam os congestionamentos e eliminariam os acidentes de trânsito. 

Já em 2014, uma companhia de cervejas norte-americana, a Lakemaid, havia lançado um serviço de entregas de cervejas por meio de drones, especialmente para clientes que estão distantes dos centros das cidades. O transporte via drones e outros veículos voadores realmente parece ser uma boa ideia para locais ermos, com limitações de mobilidade. Mas corre o risco de virar mais uma praga urbana em cidades com milhões de habitantes. 

Basta lembrar da triste Los Angeles do futuro, no filme Blade Runner, para antever o que está por vir por aí...


Mobilize

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