terça-feira, 10 de outubro de 2017

Falta de manutenção dos ônibus é principal reclamação de transportes na Prefeitura do Rio

Reprodução
O serviço 1746 fez um ranking com as maiores reclamações de ônibus do Rio. Em primeiro lugar está a má conservação dos ônibus, com pneus carecas, bancos soltos e sujos. Segunda queixa mais registrada são os motoristas que não param no ponto. Em terceiro lugar, comportamento indevido do motorista, principalmente o que fala ao celular enquanto dirige.

Nesta segunda-feira (9), na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste, a maior reclamação dos passageiros era a demora dos ônibus. Leonardo Silva diz que já cansou de perder compromissos no Centro.

“Tudo na Zona Oeste se resume a duas coisas: falta fiscalização e omissão das autoridades de transportes. Lembrando que o transporte é concessão da prefeitura e que se a mesma não está operando de forma correta, atendendo satisfatoriamente o passageiro, que a prefeitura venha e faça uma intervenção. As linhas 366 e 398 estão uma sucataria só. Faltam manutenção, horários regulares, motoristas são obrigados a dirigir ônibus em péssimas condições”, reclamou o passageiro.

Outras reclamações chegaram pela WhatsApp: “A linha 358 no trajeto Cosmos-Carioca é operada de maneira totalmente irregular, só com um carro de manhã e um carro à tarde. Ou seja, não tem horário mais fixo e você não pode mais contar com a linha. A linha 395 são também "são operadas" de forma irregular, faz o trajeto Coqueiros-Praça Tiradentes, via Vila Aliança. Era a única opção do pessoal da Vila Aliança que ia para o Centro. A linha 365 faz o trajeto Mendanha-Praça Tiradentes também era a única linha que chegava ao Largo do Mendanha. Também foi extinta, mas consta como ativa na Secretaria de Transportes.

Outro passageiro reclama que “mais uma vez aqui o passageiro na mão da Expresso Pégasus. Ônibus quebrado aqui na Estrada do Mendanha em frente à Cedae, falta de manutenção nessa empresa.

A Secretaria Municipal de Transportes diz que mantém fiscalização permanente no sistema de transporte. A Rioônibus diz vem alertando a prefeitura que o sistema de ônibus do Rio corre o risco de entrar em colapso, por conta da redução de R$ 0,20 na tarifa, este ano. As empresas vão ser notificadas a fazer todos os reparos.

Uma funcionária de uma empresa de ônibus da Zona Oeste revelou: “Primeiro, a gente não tem o banco direito para sentar, para ter uma postura correta. A gente identifica principalmente que está elevando o risco dos passageiros, que é o freio principal. Eles mandam a gente dar um jeito. Sempre falam ‘vai dando um jeitinho, vai dando um jeitinho’. Que o carro tem que ir para rua. Eles têm que mostrar para o patrão que eles conseguiram botar a frota toda na rua", afirmou a funcionária.

Segundo ela. essa semana um motorista da linha 898 saiu do ponto em Campo Grande com destino a Sepetiba, que é um percurso que leva uma hora e pouca, sem freio total. "Ele reclamou e foi pedido que ele desse um jeitinho, que dirigisse com pouca velocidade, reduzindo as marchas, o que é também um grande absurdo. Porque no momento pode até dar um problema na caixa de marchas e como que esse motorista vai parar esse veículo cheio de passageiros? Muitas vezes até tem motorista que leva na marra. Ele vai mesmo porque ele é um profissional e está arriscando a vida das pessoas. E ele é punido com cinco dias de suspensão É o que acontece quase todos os dias”, listou ela.

O promotor Sidney Rosa, da Promotoria da Defesa do Consumidor, diz que tem atuado bastante para cobrar a fiscalização da prefeitura e das empresas. Tem 114 ações em curso somente sobre problemas relacionados a manutenção e falta de cumprimento de horários. Ele disse que tem uma dificuldade muito grande de conseguir que as empresas punidas paguem por esses danos no judiciário. E a falta de fiscalização da prefeitura.

G1 RJ

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