domingo, 17 de dezembro de 2017

DNIT desativa radares de velocidade nas rodovias federais no RN

Uma restrição orçamentária imposta pelo Governo Federal ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) resultou na desativação e remoção da maioria dos equipamentos de fiscalização de trânsito nas rodovias do Rio Grande do Norte. Ao todo, sete estradas federias e 164 faixas de tráfego não estão sendo monitoradas. A previsão da Superintendência Regional do DNIT é que o serviço se normalize somente em março do próximo ano.

Equipamentos foram cobertos e estão inoperantes desde ontem - Foto: Divulgação/Portal no Ar

Os equipamentos do tipo controlador de velocidade (radar fixo) e controlador misto (controle semafórico), responsáveis por fiscalizar a velocidade dos automóveis nas vias, possíveis avanços de sinal vermelho e paradas sobre as faixas de pedestres, estão inoperantes. Apenas os equipamentos de redução eletrônica de velocidade, mais conhecidos como lombadas eletrônicas, a maioria implantada em área urbana para assegurar a integridade dos usuários das rodovias, se mantêm em funcionamento.

De acordo com o Superintendente regional substituto do DNIT, Willy Saldanha Filho, o órgão está buscando junto aos Ministérios do Planejamento e dos Transportes uma forma de reverter a situação. “O custo mensal de manutenção dos sistemas de fiscalização do RN e do Ceará, em 2015, era em conjunto, de cerca de R$ 2 milhões. Dados da Organização Mundial da Saúde afirmam que os custos do Estado com acidentes é de R$ 700 mil por pessoa. Com essa informação é possível notar que a prevenção e fiscalização nas estradas é muito mais vantajosa aos cofres públicos”, afirmou.

Segundo o inspetor da Policia Rodoviária Federal (PRF), Roberto Cabral, a desativação dos equipamentos é um fator complicador que interfere na segurança nas rodovias. “Uma das principais causas de acidentes é a velocidade. Com a retirada dos radares é provável que o número de acidentes aumente. Vamos avaliar isso após a retirada dos radares”, disse. As rodovias federais onde os equipamentos estão inoperantes são: BR-101, BR-110, BR-226, BR-304, BR-405, BR406 e BR-427.

O processo de contratação da empresa para o novo Programa Nacional de Controle de Velocidade, que deverá dar continuidade e aumentar a fiscalização, prevê a operação de 207 equipamentos de controle de velocidade,  monitorando 442 faixas de tráfego, antes da desativação dos equipamentos apenas cerca de 200 faixas eram monitoradas. Mas, a empresa deverá ser contratada e o serviço normalizado apenas em março de 2018, quando houver a liberação do orçamento federal.

Tribuna do Norte

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