terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Para ministro, planos urbanos são cruciais

Foto: Divulgação
Há apenas 12 dias no cargo, o ministro Alexandre Baldy (Sem partido-GO), que substituiu o tucano Bruno Araújo no Ministério das Cidades, veio a São Paulo falar sobre como a pasta enxerga os desafios da mobilidade debatidos no Fórum Estadão. Encerrando o evento, Baldy destacou os problemas gerados pelo acelerado crescimento brasileiro e ressaltou a falta de investimentos ao longo da história como principais culpados pelo caos no tráfego.

“Imaginar essa demanda sem um planejamento urbanístico, sem um projeto de mobilidade urbana traz os resultados a que chegamos hoje, em especial nas grandes e médias cidades”, ressaltou . “Agora, existe uma legislação que obriga municípios acima de 20 mil habitantes a promover seu plano municipal de mobilidade. Isso é importante para que possamos pressionar os municípios a terem dentro de suas gestões seus planos e os tragam ao conhecimento do ministério”, afirmou.

Baldy falou ainda sobre os estímulos oferecidos pelo governo federal ao transporte individual, com a isenção de impostos na compra de carros. Segundo ele, a prática relegou o transporte público ao segundo plano e trouxe graves consequências, como a intensificação dos congestionamentos e o aumento das mortes no trânsito.

Para o ministro, a estabilização demográfica e uma maior preocupação com o planejamento urbano devem atenuar o problema. Baldy acrescentou ainda que os aplicativos de transporte e a evolução da indústria, voltada ao desenvolvimento de carros autônomos e elétricos, também são motivos de otimismo.

O Estado de SP

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