sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Marcopolo apura faturamento 11,7% maior em 2017

A encarroçadora de ônibus Marcopolo encerrou 2017 com faturamento 11,7% maior na comparação com o resultado do ano anterior. Segundo balanço divulgado pela empresa, os ganhos atingiram os R$ 2,87 bilhões, como reflexo da retomada do mercado brasileiro e também com o desempenho das exportações, que atingiram quase R$ 1 bilhão, equivalente a 34,8% dos negócios feitos ao longo do ano passado. No entanto, o lucro líquido caiu 63,1% no período, passando de R$ 222,5 milhões para 82,1 milhões.

Em 2017, a Marcopolo contabilizou a produção de 8,6 mil ônibus no Brasil, aumento de 26,2% na comparação anual, o que marcou o início de sua retomada no mercado. Houve crescimento de 20,8% no segmento rodoviário, com 1,5 mil unidades, enquanto o segmento urbano houve queda de 14,5%, de 2,38 mil para 2,17 feitos no ano passado. 

Nos segmentos de micros e Volare, houve crescimento em volumes de 104,6% e 43,5%, respectivamente. Com isso, a Marcopolo aumentou sua participação de mercado total da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias, com 48,1% sobre os 41,3% em 2016. Houve ainda crescimento de 5,1% do volume para exportação, para um total de 3,2 mil ônibus. 

Segundo o relatório, também contribuíram para o resultado a estratégia que a empresa determinou a partir da crise, visando a melhora das unidades fabris em busca de maior competividade. Entre eles, a adoção da metodologia lean ajudou a contornar o evento do incêndio que atingiu a fábrica de plásticos na unidade de Ana Rech, em Caxias do Sul (RS), permitindo que a produção voltasse ao mesmo nível do período anterior ao incidente em apenas cinco semanas. Também contribuíram as ações de adequação da estrutura organizacional e redução dos custos fixos realizados ao longo do ano.

Para 2018, a Marcopolo prevê uma continuidade da recuperação da indústria brasileira de ônibus, com indicadores consistentes: a empresa iniciou o ano com carteira de pedidos com volume de negócios superior ao verificado nos últimos anos e boas perspectivas para licitações, especialmente no âmbito do programa Caminho da Escola e exportações.

Outros fatores também deverão impulsionar o mercado deste ano, como a venda e produção de modelos rodoviários para o setor de fretamento e interestaduais, bem como a renovação de frota por parte dos operadores do segmento de urbanos com licitações já em consulta ou em andamento. A empresa avalia que o Refrota, linha de crédito para o financiamento de urbanos, teve um início moroso, mas agora se constitui como alternativa para clientes do segmento.

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