sábado, 30 de junho de 2018

Déficit no consumo de Arla 32 reduz no primeiro semestre

Ilustração
Balanço divulgado pela Afeevas (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul) aponta que o déficit no consumo de Arla 32 ficou 45% abaixo do necessário para atender a frota de pesados no Brasil, entre janeiro a junho deste ano. Essa diferença é calculada por meio de um comparativo com o consumo de diesel S-10 no mesmo período. O Arla 32 é um aditivo que contribui para reduzir a emissão de poluentes que são prejudiciais à saúde humana. 

Segundo a entidade, a boa notícia é que o déficit caiu, se comparado com o segundo semestre de 2017, quando passou de 50%. Entretanto, o uso do aditivo está bem abaixo do necessário para atender a legislação do Proconve P7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). 

A substância é indispensável para modelos equipados com a tecnologia SCR (catalisador de redução seletiva), que se tornou item de fábrica na maioria dos modelos de veículos pesados a partir de 2012. O aditivo deve ser injetado no sistema de escapamento, para tratar gases dos motores a diesel e reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio, que são danosos à saúde humana.

A Afeevas atribui a redução do déficit a operações de fiscalização realizadas pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Ibama todo o país. Além disso, a tecnologia do Scantool, aparelho que realiza uma leitura das informações armazenadas no OBD (On-Board Diagnostics) do veículo durante os últimos 400 dias, tem auxiliado para identificar os veículos que fraudam o Arla 32. 

Quando o aditivo não é usado, ou, em seu lugar, abastece-se o veículo com um produto fabricado em desacordo com as especificações técnicas, o motor pode perder até 40% da potência. As fraudes danificam o catalisador. Além disso, acarretam multa, pontos na CNH, prisão dos envolvidos e apreensão do veículo.

Agência CNT de Notícias

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