sábado, 21 de julho de 2018

Assembleia de recuperação judicial da Comil Ônibus é suspensa mais uma vez e encarroçadora propõe antecipação de pagamento de dívidas trabalhistas

Ilustração / UNIBUS RN
Mais uma vez, a assembleia de recuperação judicial da encarroçadora Comil, localizada em Erechim, no Rio Grande do Sul, foi adiada a pedido dos credores. Nesta quarta-feira, 18 de julho, houve mais um encontro e a empresa informou, por meio de nota, que propôs a antecipação de pagamento de dívidas trabalhistas.

De acordo com a Comil, a antecipação envolve valores de R$ 800 mil. A suspensão da Assembleia Geral de Credores será feita por 60 dias, “para possibilitar a concretização das negociações com as Instituições Financeiras e finalmente colocar em votação o Plano de Recuperação Judicial”, conforme justificou a encarroçadora.

A suspensão da assembleia foi aprovada por 94,7% dos credores presentes, segundo a Comil. A antecipação dos pagamentos será feita até a aprovação do Plano de Recuperação Judicial.

Em 12 de setembro de 2016, a 2ª Vara Cível de Erechim, no Rio Grande do Sul, aceitou o pedido de recuperação judicial ingressado pela fabricante de carrocerias de ônibus Comil.

Com isso o juiz Juliano Rossi deu uma chance para a empresa tentar se reerguer da grave situação financeira que se encontra. Conforme mostrou o Diário do Transporte, as dívidas da Comil giram em torno de R$ 430 milhões.

Sobre a situação financeira da encarroçadora, a Comil informou, ainda em nota, que houve um aumento de 43% na produção deste ano, com relação a 2017.

“Sua principal linha de produto, rodoviário, apresentou, no primeiro semestre deste ano, crescimento ainda maior, na ordem de 67% comparado com o mesmo período de 2017. Essa demanda inclusive ampliou o quadro funcional da Companhia, levando a contratação de 60 novos funcionários até junho deste ano” – informou a Comil, em nota.

Confira a nota na íntegra:


Diário do Transporte

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