terça-feira, 31 de julho de 2018

Taxistas de Barcelona e Madri entram em greve por tempo indeterminado contra Uber e Cabify

Foto: Manu Fernadez/Associated Press
Taxistas de Barcelona e Madri decidiram entrar em greve por tempo indeterminado no último sábado (28), após paralisações e protestos nos últimos dias provocarem o colapso de diversos pontos de trânsito nas principais cidades espanholas.

Os motoristas de táxi protestam contra a forte competição e precariedade de trabalho consequentes da introdução ao setor de empresas como Uber e Cabify, e pedem a limitação das chamadas licenças VTC, referentes ao aluguel de veículos para os condutores profissionais.

Segundo o Sindicato de Táxis da Catalunha, que informou a decisão a favor da greve em uma assembleia dos trabalhadores de Barcelona neste sábado, "taxistas de Málaga e Madri apoiam as reivindicações e a luta de seus companheiros e companheiras, e se unem na paralisação total do serviço".

"Isso é um ataque das multinacionais aos direitos de todos os trabalhadores", disse o sindicato catalão.

A madrilenha Federação Profissional de Táxis disse que apoia e celebra a "iniciativa própria" tomada pelos trabalhadores em Madri e exige "uma resposta do governo".

As paralisações e bloqueios afetaram na sexta-feira algumas vias centrais, estações de trens e ônibus, e aeroportos de ambas as cidades, onde muita gente encontrava dificuldades em deslocamentos.

A situação levou à intervenção do Ministério do Fomento, com a convocação de reuniões com as principais associações do setor.

"O Ministério quer fazer um pedido de calma e solicitou que as associações de taxistas mobilizadas em Barcelona e Madri voltem à normalidade, como passo prévio e necessário para avançar até uma solução conjunta com todas as administrações afetadas", disse o órgão em comunicado.

Taxistas no passado denunciaram que os VTC fazem uma competição desleal ao não cumprir com as normas vigentes, pagando menos impostos e tendo menos obrigações legais. O Uber rechaça a acusação de competição desleal e afirma que a lei de transportes protege o setor contra os interesses dos clientes.

REUTERS
Folha de SP

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