quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Distribuidoras querem ligar Florianópolis ao Rio com pontos de recarga de carros elétricos

Distribuidoras de energia negociam interligar Florianópolis ao Rio de Janeiro com pontos de recarga para veículos elétricos, disse nesta quinta (13) o presidente da Copel, empresa que abastece o Paraná, Antonio Guetter.

Foto: Ivan Ribeiro/Folha Press

A ideia envolve a negociação para a instalação de pontos de recarga no Paraná e no trecho paulista entre a divisa e a capital. A Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio, já está abastecida, e um projeto da distribuidora catarinense Celesc prevê a instalação de pontos na BR 101 sentido Norte.

"Estamos conversando com a Elektro [que opera na região sul de São Paulo] e a Eletropaulo [que atende a região metropolitana] para completar a interligação", disse Guetter em entrevista após evento no Rio.

Os pontos de recarga são instalados em postos de gasolina e recarregam 80% da capacidade da bateria em 25 minutos. Cada um custa cerca de R$ 150 mil e sua instalação demanda ainda reforço na rede elétrica que atende os postos.

Em parceria coma  hidrelétrica Itaipu, a Copel tem um investimento em curso para tornar a BR 277, que liga Paranaguá, no litoral, a Foz do Iguaçu, viável para o tráfego de veículos 100% elétricos, a um investimento de R$ 2 milhões. 

Três pontos de recarga já foram instalados e outros oito estão em processo de instalação, que deve ser concluído em até três meses. Eles ficam a, no máximo, 80 quilômetros de distância um do outro.

Em Santa Catarina, o projeto Eletroposto, da distribuidora local Celesc já instalou pontos de recarga em Florianópolis e Araquari, a 160 quilômetros da capital. O projeto prevê uma terceira estação em Itajaí, no meio do caminho.

Em julho, a EDP (Energias de Portugal) e a BMW inauguraram oito pontos na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo, ao custo de cerca de R$ 1 milhão. Seis estão em São Paulo e dois no Rio. A maior distância entre os pontos é de 122 quilômetros.

"Não tenho a menor dúvida que o carro elétrico está chegando. É uma tendência sem volta", disse Guetter. A frota brasileira, porém, ainda é tímida: apenas 0,2% dos automóveis vendidos em 2017 eram híbridos ou 100% elétricos. (Coluna Mercado)

Folha de SP

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