sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Setor de transporte contrata mais em 2018

Ilustração/UNIBUS RN
No primeiro semestre deste ano, o setor de transporte, armazenagem e correio gerou 24,7 mil postos de trabalho com carteira assinada. O transporte terrestre respondeu pela maior parte das contratações: 23,7 mil, número sete vezes maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram criados 3,2 mil empregos. 

A maior parcela (94,9%) das novas vagas foi aberta em empresas de transporte rodoviário. Os dados estão na nova edição do Conjuntura do Transporte divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nessa quarta-feira, que analisa o desempenho do setor no período de janeiro a junho de 2018. 

“O aumento do trabalho formal na atividade de transporte é um indicador de que o setor acredita na manutenção do crescimento da economia do país e, consequentemente, na elevação da procura pelo serviço”, avalia a CNT. 

PIB do setor cresce, mas greve impacta desempenho

Ainda segundo dados analisados no boletim da Confederação, o PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte, armazenagem e correio teve alta de 1,9% no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2017. O crescimento, entretanto, poderia ter sido maior, não fossem os efeitos negativos causados pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano. 

Conforme a CNT, a paralisação não afetou somente o transporte rodoviário, mas gerou repercussões também em outros modais. Ao analisar a demanda por serviços de transporte, auxiliares do transporte e correios, o boletim aponta que o semestre fechou com alta de 0,7% de acordo com a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. Porém, em maio – mês da greve – houve queda de 7,8%. 

Além disso, o ritmo de recuperação da economia brasileira também poderia ter sido mais intenso sem os impactos da greve. O PIB do país expandiu 1,1% entre janeiro e junho. 

Agência CNT de Notícias

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