sábado, 20 de outubro de 2018

São Paulo terá em até dois meses sistema de ônibus elétricos com geração própria de energia solar

Em até dois meses, o sistema de ônibus da capital paulista terá ao menos 15 veículos movidos à eletricidade gerada a partir de energia solar.

Na terça-feira, 16 de outubro de 2018, o prefeito em exercício e presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, e secretários da gestão do prefeito Bruno Covas estiveram na planta da empresa BYD, produtora de ônibus elétricos e de placas de energia fotovoltaicas, em Campinas, no Interior de São Paulo.

Entre as autoridades de transportes estavam o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, e o presidente da SPTrans – São Paulo Transporte, Paulo Cézar Shingai.

Em entrevista exclusiva, por telefone, ao Diário do Transporte, Milton Leite diz que a empresa BYD já comprou em Araçatuba, no interior de São Paulo, uma fazenda onde vai gerar a energia elétrica necessária para os ônibus por meio de placas de captação de luz solar.

Esta energia será disponibilizada ao Operador Nacional do Sistema, o que vai gerar crédito para abater do consumo da cidade de São Paulo.

“É um grande avanço porque há um ciclo completo. A geração de eletricidade é totalmente limpa, por meio da energia solar. O sistema estará livre das oscilações de fornecimento e das bandeiras tarifárias que encarecem a energia. O custo será mais baixo para o transporte coletivo” – garante.

Entre esta e a outra semana, segundo Milton Leite, a Secretaria de Municipal de Mobilidade e Transportes e a SPTrans – São Paulo Transporte vão definir a garagem de uma das empresas do sistema que vão receber estes primeiros 15 ônibus.

Nas garagens, será necessária apenas a estrutura de recarga dos ônibus, que também será fornecida pela BYD.

Também será necessária uma subestação na garagem ligada ao Operador do Sistema, que vai consumir o crédito gerado em Araçatuba.

A subestação ligada ao Sistema Nacional de Energia vai evitar que a garagem fique desabastecida e sofra com oscilações e quedas de energia que possam vir a prejudicar o carregamento das baterias dos ônibus.

CUSTO IGUAL OU MENOR QUE DIESEL:

De acordo com Milton Leite, em contrato, será estipulado que os custos de operação de ônibus elétricos serão iguais ou inferiores ao do diesel.

“Fixamos um limitador. Os custos máximos da locação destas baterias [dos ônibus] que vão ser fornecidas junto com os chassis e as carrocerias não podem ser maiores do que a cidade já gasta com óleo diesel. Vai ser estipulado um teto de acordo com o que já pagamos com o diesel. Assim, os combustíveis fósseis estarão sendo gradativamente eliminados para que tenhamos um transporte sem emissões” – disse.

Em janeiro deste ano, o então prefeito João Doria sancionou a lei 16.802 que estipula novas metas de redução de poluição pelos ônibus municipais.

As reduções de emissões de poluição pelos ônibus de São Paulo devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos

Em 10 anos, as reduções de CO2 (gás carbônico) devem ser de 50% e de 100%, em 20 anos. Já as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90%, em 10 anos, e de 95%, em 20 anos. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser de 80%, em 10 anos, e de 95%, em 20 anos.

As metas devem estar nos editais de licitação do sistema de ônibus da cidade, que estão barrados pelo TCM – Tribunal de Contas do Município.

Diário do Transporte

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