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SP tem agenda ambiciosa em transportes, diz secretário

Novo titular da pasta que cuida de uma das áreas mais problemáticas dos 25 anos de gestões do PSDB em São Paulo, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, tem uma agenda que pode ser considerada ambiciosa para 2019. Nela estão incluídas a retomada das obras das linhas 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim), parada há dois anos e meio, e 17-Ouro (Morumbi-Aeroporto de Congonhas), que foi prometida para a Copa de 2014. Ambas símbolos dos constantes problemas e atrasos no transporte sobre trilhos em São Paulo.

Foto: Ilustração

A Linha 17, diz Baldy, é um "símbolo nacional". "O João [governador, Doria] me cobra todo dia." O processo de rescisão do contrato de construção da linha já começou e, paralelamente, a secretaria prepara uma nova licitação. "Queremos assinar o contrato para a retomada das obras neste ano", diz.

O consórcio CMI (Andrade Gutierrez, CR Almeida e Scomi) é o responsável pela construção da via. A Scomi, empresa que entregaria os trens, da Malásia, faliu. O governo do Estado abriu mais de 17 processos administrativos contra o grupo por atraso na obra e outros problemas. As obras de oito estações e do pátio de manobras de trens não fazem parte do contrato e continuam em andamento.

O governo tomou posição similar na negociação da Linha 6. "A retomada da linha é prioridade zero", diz. "É a maior obra de infraestrutura do país, são R$ 11,5 bilhões. Vamos retomar neste ano de qualquer forma", diz Baldy. Só 15% foram feitos. A Linha 6 estava sendo tocada por UTC, Constran, Odebrecht e Queiroz Galvão, empreiteiras envolvidas na Lava-Jato. Há três alternativas para a linha 6, segundo Baldy: o consórcio vender o empreendimento, desapropriação com a obra sendo tocada pelo Metrô e um novo leilão que pode ser feito logo após a rescisão, em agosto. Como na linha 17, o governo já iniciou os estudos para uma nova licitação. Segundo o secretário, a postura do governo mudou com relação à retomada das obras paradas. "Acabou o negócio de ficar em cima do muro. É melhor assumir o desgaste, ser transparente, do que não fazer nada."

Ex-ministro de Cidades da gestão do presidente Michel Temer, Baldy apresentará ao governador João Doria um amplo diagnóstico e um plano de ação para o setor de transporte metropolitano a ser executado até 2022. O planejamento tem dois pilares: obras e melhora de serviços prestados à população. "A plataforma de serviços vai ser tão importante quanto a de obras", afirma.

O secretário não quis revelar mais detalhes e valores do plano, mas para 2019 a agenda para o Metrô inclui ainda a entrega da estação Campo Belo da Linha Lilás-5, em abril, e a modernização da via da Linha 2-Verde. Na CPTM, o plano é inaugurar quatro estações da Linha 15-Prata (monotrilho); licitar o serviço Intercidades ligando São Paulo a Campinas pela Linha 7-Rubi, iniciar o processo de privatização das linhas de trens 8-Diamante e 9-Esmeralda, e a encomenda ainda no primeiro semestre de 65 novos trens. Também devem ser licitadas, até julho, as cinco áreas atendidas pela EMTU na Grande São Paulo, com um total de 547 linhas de ônibus intermunicipais.

Baldy diz querer aproximar o serviço da CPTM, com muitos problemas, daquele prestado pelo Metrô. Houve uma reformulação de pessoal nas três companhias tocadas pela secretaria. A ideia, diz, é "mudar a cultura" dessas empresas.

Nos planos ainda está o aumento da receita operacional do transporte sobre trilhos na região metropolitana. Em 2019, essa receita deve atingir R$ 400 milhões, ante R$ 230 milhões no ano passado. Quanto à construção de BRTs, uma das promessas da campanha de Doria, não há planos definidos.

Valor Econômico

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