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Governo estuda implementar sistema de pedágios sem cancelas, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (27) nos Estados Unidos que o governo brasileiro estuda implementar um sistema de pedágios sem cancela—o chamado "free flow"—nas rodovias do país.

Foto: Fernando Stankus/VisualHunt - Ilustração

De acordo com o ministro, o pagamento eletrônico automatizado e a extinção das cancelas faria com que o usuário pagasse somente pelo trecho percorrido, aumentando a base de pagantes e criando uma "justiça tarifária".

"A ideia é vir com o free flow, fazer a aquisição automática de dados do veículo para que a gente possa fazer o pagamento eletrônico, liberando as cancelas, fazendo um pagamento mais automatizado mas, sobretudo, aumentando a base de pagantes e fazendo com que os usuários paguem pela parcela realmente consumida, utilizada da rodovia", afirmou o ministro durante palestra em Washington.

O sistema de pedágios sem barreiras é utilizado no Chile e, segundo o ministro, é possível implementar tecnologia suficiente para capturar, por exemplo, o ponto que um veículo deixou a rodovia.

Dessa forma, o motorista vai pagar por trecho rodado e, na avaliação de Freitas, o processo vai dar mais segurança aos investidores, que poderão calcular melhor suas receitas.

Durante palestra em Washington, o ministro usou o exemplo do trecho Rio-São Paulo no qual, segundo ele, circula 70% do PIB nacional, porém, na concessão atual apenas 10% dos usuários pagam pedágio.

O ministro passa dois dias na capital americana. Além da palestra da manhã desta quinta, que não foi aberta à imprensa, ele participou de reuniões com empresários e investidores e executivos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Freitas ainda deve assinar um memorando de cooperação com a secretária de Transportes dos EUA, Elaine Chao.

Diante das autoridades e empresários, o esforço de Freitas foi fazer um discurso otimista sobre o cenário econômico brasileiro, destacando as privatizações de rodovias, ferroviais e portos como forma de aumentar a produtividade. Em março, a concessão de 12 aeroportos arrecadou R$ 2,3 bilhões para o governo federal.

A sexta rodada de venda já havia sido anunciada pelo ministro com 22 terminais.

Folha de SP

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