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Alimentos e transporte comprometem 43% das despesas familiares no Brasil

Os grupos “Alimentação e bebidas” e “Transportes” respondem, juntos, por cerca de 43% das despesas das famílias no Brasil, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ambos apresentaram deflação em junho, respectivamente, -0,25% e -0,31%.

Ilustração/UNIBUS RN

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, considerando todos os grupos, teve variação de 0,01% e ficou 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,13%).

A variação acumulada no ano foi de 2,23% e a dos últimos doze meses recuou para 3,37%, abaixo dos 4,66% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2018, a taxa havia sido de 1,26%.

O grupo Transportes (-0,31%) concentrou os impactos mais intensos sobre o IPCA de junho, em ambos os sentidos. No lado positivo está o item passagem aérea com 18,90% de variação e 0,07 p.p. de impacto. Influenciando negativamente estão os combustíveis (-2,41%) com destaque para a gasolina (-2,04% e -0,09 p.p.), segundo o IBGE.

“Regionalmente, a gasolina variou entre os -4,66% da região metropolitana de Porto Alegre e o 0,57% de São Luís. Tanto o óleo diesel (-0,83%) quanto o etanol (-5,08%) ficaram mais baratos, sendo que o etanol recuou em todas as áreas pesquisadas: de -8,51% na região metropolitana de Belo Horizonte até -0,35% na de Salvador. Já o gás veicular (2,38%) subiu, principalmente pelo aumento de 8,38% em São Paulo, por conta de reajuste em vigor desde 31 de maio.”

Ainda em Transportes, o item ônibus urbano apresentou variação de 0,39% por conta do reajuste 9,09% nas tarifas em Belém (7,27%), em vigor desde 5 de junho.

“A alta dos ônibus intermunicipais (0,43%) considera o reajuste de 6,66% nas passagens na região metropolitana de Porto Alegre (0,28%), em vigor desde 1º de junho; o reajuste de 10,00% na região metropolitana de Fortaleza (7,91%), a partir de 25 de maio, e os reajustes entre 3,30% e 7,50% na região metropolitana de Salvador (0,97%), desde 6 de maio”, informou o IBGE, em nota.

ÍNDICES REGIONAIS

Quanto aos índices regionais, a região metropolitana de Vitória (0,54%) apresentou a maior variação, em função das altas observadas nas passagens aéreas (20,21%) e na energia elétrica (4,81%) devido ao reajuste na alíquota do PIS/COFINS.

Diário do Transporte

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